terça-feira, 27 de maio de 2008
Ai que saudade da roça
Hoje eu queria contar nesse texto uma bela história em que vivemos todos os dias. Mas isso. Sinto em minhas mãos o doce peso de uma saudade que não volta mais, do puro aroma do campo, uma saudade que ninguém me tira. Sinto falta do tempo em que pela minha cidade eu andava correndo atrás de vários bois na estrada para irem a frente. Saudade do tempo em que acordava cedo e junto com meus pais a gente andava na madrugada com uma imensa lua clareada cheia mostrando-nos o caminho.Quando amanhece o dia sentimos aquele friozinho de que a cada manhã fosse um fortificante que a cada dia estaremos fortes para enfrentar mais um dia de trabalho. O roçado foi sempre o ponto forte de meus pais, para garantir o nosso futuro, andamos de mãos calejadas para mostrar que em casa não éramos pessoas descansadas, mas que trabalhamos com amor para ajudar nossos pais no nosso pão de cada dia.Hoje, depois de moleque, fui crescendo e na adolescência veio a tristeza de que nunca mais sentira aquele aroma para sempre, choro ao lembrar dessa história que passei, mas na cidade eu sinto somente que estou aqui somente para acreditar em meu futuro e que tenho certeza que se meus pais estivessem comigo, eles agradeceriam pelo bom ato que fiz, mas neles existe essa saudade, a falta que eles me fazem.As vezes quando vou a certos lugares como em cavalgadas, festas de rodeio eu fico rodeado de pessoas que são assim como eu, pessoas que viveram ou estão vivendo a mesma história que eu. Mas que infelizmente o que era doce se acabou.
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